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Receita

PRA GENTE, RECEITAS E boas HISTÓRIAS
FORAM FEITAS PARA COMPARTILHAR

São diversas receitas com afeto, pesquisadas em várias cozinhas brasileiras,
para você se inspirar e quem sabe até fazer em casa.

ARROZ DE VEGETAIS – SÃO PAULO


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GRAU DE DIFICULDADE: medio

RENDIMENTO: De seis a oito porções

TEMPO DE PREPARO: 5H

CHEF: Thais Alves

ESTADO: São Paulo

ingredientes

Caldo

-3 cenouras

-2 cebolas brancas

-1 talo de alho-porró

-5 batatas inglesas

-10 quiabos

-3 pimentões vermelhos

-3 pimentões amarelos

-1 cabeça de alho descascada

-5 inhames

-5 carás

-100 gramas de grão de bico

 

Molho romanesco

-2 pimentões vermelhos sem as sementes

-5 tomates

-1 cabeça de alho picada

-1 cebola branca

-50 gramas de castanha-do-Pará

-100 ml de azeite

 

Arroz

-200 gramas de arroz bomba

-2 cenouras cortadas em quatro no sentido do comprimento e branqueadas

-6 quiabos cortados no sentido do comprimento

-3 mandioquinhas cozidas e cortadas em cubos

-4 buquês de brócolis cozidos

-1 abobrinha cortada em bastões

-4 fatias não muito finas de abóbora cabotiá cortadas no sentido do comprimento e assadas

-2 rabanetes cortados em fatias bem finas para decorar

-2 cebolas roxas cortadas em quatro partes

-½ xícara de chá de azeite

-Sal a gosto

-Pimenta-do-reino a gosto

MODO DE PREPARO

Caldo

1 – Toste todos os legumes na churrasqueira ou numa chapa bem quente;

2 – Coloque todos os legumes tostados em uma panela funda e cubra com água. Deixe que cozinhem por três horas. Se necessário, coloque mais água durante o cozimento;

3 – Retire do caldo as batatas, os inhames e os carás;

4 – Processe o máximo possível o restante dos legumes e volte-os para o caldo. Reserve.

 

Molho romanesco

1 – Em um forno pré-aquecido a 250°C, asse os legumes por 15 minutos;

2 –  Retire a pele dos pimentões e dos tomates. Reserve;

3 – Em uma frigideira, toste as castanhas até que fiquem douradas e crocantes. Reserve;

4 – Bata no processador todos os ingredientes com o azeite até obter uma pasta lisa e homogênea. Reserve.

 

Arroz

1 – Em uma panela que possa ir ao forno, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho até que amoleçam. Junte um pouco do molho romanesco, o arroz, sal e pimenta a gosto e mexa bem;

2 – Adicione três conchas de caldo de legumes e, em fogo médio, deixe cozinhar por dez minutos. Acrescente mais caldo de legumes e, se necessário, corrija o sal;

3 – Leve a panela com o arroz tampada ao forno pré-aquecido a 250°C por seis minutos;

4 – Enquanto o arroz fica no forno, toste os legumes numa chapa bem quente ou na churrasqueira;

5 – Retire o arroz do forno, adicione um pouco mais do molho romanesco e junte os legumes tostados. Regue com um fio de azeite, uma pitada de sal e uma pitada de pimenta-do-reino;

6 – Decore com os rabanetes laminados e sirva.

Dicas

História

A chef paulista Thais Alves, 26, lida com o fogo como se fosse um ingrediente. A técnica, arcaica, tem como vantagem somar e desenvolver sabores com diferentes tipos de lenha e modificar o sabor dos alimentos. “É diferente, mas é difícil”, diz.

Para trabalhar com fogo, é preciso ter técnicas firmes e saber bem o limite entre o tostado e o queimado, seja com carnes ou com legumes. Com os vegetais, é possível acentuar seus açúcares, equilibrar amargores e tornar cada ingrediente algo “supergostoso”, diz ela.

Um exemplo de sua cozinha é o arroz de vegetais, que exalta a caramelização do grão só com legumes, sem necessidade de proteínas.

Thais, que tem passagens pelo Cór Gastronomia –onde ganhou notoriedade trabalhando ingredientes na brasa–, pelo Maní, de Helena Rizzo, e pelo Lasai, de Rafa Costa e Silva, teve no peruano Renzo Garibaldi, do Osso, sua referência em dry aged, técnica de maturação a seco.

“São cortes grandes com osso e gordura que repousam em temperatura e umidade controlados, passam por 14 até 350 dias de maturação”, diz.

Em temperatura controlada, as fibras da carne se quebram, o sabor se concentra e ela fica mais macia. A partir de 90 a 150 dias, ganha características de embutidos, com notas de presunto cru.

Seu maior desafio, entretanto, não é trabalhar com temperaturas, diz ela. “O fogo é o menor dos problemas, o desafio é comandar uma equipe, mas passei por várias. Já fui criticada por ser dura, mas estou conquistando meu espaço”, diz.