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Receita

PRA GENTE, RECEITAS E boas HISTÓRIAS
FORAM FEITAS PARA COMPARTILHAR

São diversas receitas com afeto, pesquisadas em várias cozinhas brasileiras,
para você se inspirar e quem sabe até fazer em casa.

BOMBOCADO DE BOCAIÚVA – MATO GROSSO DO SUL


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GRAU DE DIFICULDADE: facil

RENDIMENTO: 4 porções

TEMPO DE PREPARO: 1h30

CHEF: Magda Moraes

ESTADO: Mato Grosso do Sul

ingredientes

-½ xícara de chá de farinha de bocaiúva
-½ xícara de chá de açúcar refinado
-2 colheres de sopa de mel
-½ xícara de chá de leite
-1 colher de chá de fermento em pó
-1 colher de chá de bicarbonato de sódio
-1 colher de sobremesa de suco de limão
-Raspas de limão a gosto
-Óleo de bocaiuva para untar
-Farinha de bocaiúva para untar

MODO DE PREPARO

1 – Misture bem todos os ingredientes (com exceção dos usados para untar) em um bowl;
2 – Unte e enfarinhe formas de empada com o óleo e a farinha de bocaiúva;
3 – Coloque a massa em cada forminha, chegando até a metade;
4 – Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 45 minutos;
5 – Desligue o fogo, mas deixe os bombocados no forno por mais 15 minutos;
6 – Desenforme e sirva.

Dicas

Dicas

– A farinha e o óleo de bocaiúva são extraídos do fruto da palmeira que recebe este nome. Você consegue comprar o produto pela internet, caso não encontre nos mercados de sua cidade

História

Da bocaiúva, tudo se aproveita. Além da polpa e da castanha do fruto, um coquinho de polpa amarelada e aroma intenso, pode-se utilizar sua casca como carvão e as folhas da palmeira que lhe dá origem como alimento para gado. Se frita em chapa quente e prensada, ainda por cima, a bocaiúva rende um azeite.

“Minha mãe fritava a bocaiúva e pegava o azeite em uma colher e usava na cabeça do meu pai, que era careca. Depois de um ano, meu pai ficou cabeludo”, conta a produtora rural Élida Martins, às gargalhadas.

Élida é dona da chácara Boa Vida, no assentamento Santa Lúcia, na zona rural da cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul. A palmeira bocaiúva, ou macaúba, existe em todo o Brasil, mas é mais comum no cerrado. A árvore pode chegar a 25 metros de altura e dá frutos –também chamados de macaíba, coco-baboso e coco-de-espinho– em cachos que podem ter até 60 quilos.

No quintal da chácara, começa o beneficiamento da bocaiúva, que tem safra entre setembro e dezembro. “Pegamos os cachos no chão, porque eles são catados, caem do pé quando estão bons. Levamos para casa e deixamos de molho numa mistura de água e hipoclorito de sódio por 30 minutos. Deixamos secar em uma peneira e começamos a quebra para descascar a polpa”, narra Martins.

O coco é, então, quebrado com um martelo e sua polpa é retirada com uma faca. Parte dela é congelada, para ser usada ao longo do ano, e parte é colocada em tabuleiros para secar ao sol –por duas horas, se não, muda de cor.

Desidratada e moída no pilão, a polpa vira uma farinha que pode ser utilizada em receitas de pães, bolos, sorvetes, mingaus, e até “farofa para comer no churrasco”, brinca Martins.

Depois do processamento da polpa, extrai-se uma espécie de semente, que, ao ser quebrada, revela uma castanha. “Tem gente que a come in natura, tem quem goste de torrar na panela, também moemos no pilão para virar paçoca”, diz Martins. Quebrada e envolta em açúcar, a castanha vira o que se chama de “cri-cri”.

Élida começou a trabalhar com a bocaiúva há dois anos e foi incentivada por uma amiga a vender o fruto e seus derivados na feira de Bonito. “O pessoal consome mesmo. É um negócio que me dá retorno, e onde tem o dinheiro.”

ONDE assentamento Santa Lúcia / chácara Boa Vida, Bonito, Mato Grosso do Sul, tel. (67) 99947-0222