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Receita

PRA GENTE, RECEITAS E boas HISTÓRIAS
FORAM FEITAS PARA COMPARTILHAR

São diversas receitas com afeto, pesquisadas em várias cozinhas brasileiras,
para você se inspirar e quem sabe até fazer em casa.

CHAPA MISTA PARAENSE COM AÇAÍ – PARÁ


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GRAU DE DIFICULDADE: medio

RENDIMENTO: 4 porções

TEMPO DE PREPARO: 1h30

CHEF: Nazareno Alves

ESTADO: Pará

ingredientes

-100 gramas de pirarucu salgado
-100 gramas de charque
-100 gramas de camarão-rosa limpo
-150 gramas de filé de filhote
-150 gramas de filé de dourado
-2 colheres de sopa de alho picado
-3 folhas de chicória
-3 folhas de alfavaca
-2 xícaras de chá de suco de limão
-Sal a gosto
-Farinha de trigo para empanar os peixes
-Óleo para fritar os peixes
-1 colher de sopa de azeite
-Polpa de açaí a gosto (sem xarope de guaraná)
-Farinha de mandioca de moinho d´água a gosto.

MODO DE PREPARO

1 – Corte o pirarucu em pedaços médios e os coloque na água até perder o sal. Troque a água algumas vezes para facilitar o processo de dessalga. Reserve;
2 – Corte o charque em cubos e cozinhe-os em panela de pressão por 15 minutos, ou até que a carne fique bem macia;
3 – Retire a carne da panela e repita o processo de dessalga feito com o peixe. Reserve;
4 – Tempere o camarão com sal, suco de limão e alho a gosto. Reserve;
5 – Lave os filés de filhote e dourado com água e um pouco de suco de limão;
6 – Bata no liquidificador as folhas de chicória, alfavaca, alho, suco de limão e sal a gosto;
7 – Coloque a mistura sobre os peixes e deixe marinar por 30 minutos;
8 – Retire os peixes da marinada, seque-os com papel toalha e passe-os na farinha de trigo para empanar;
9 – Frite em óleo quente e reserve;
10 – Frite o charque em óleo quente e reserve. Em outra panela aquecida, refogue no azeite os camarões e também reserve;
11 – Em uma chapa já quente, coloque todas as carnes;
12 – Sirva com o açaí e a farinha de moinho d´água a parte.

Dicas

Dicas

-Você pode trocar os peixes por outros de sua preferência, porém os sabores dos peixes indicados na receita combinam bem com o açaí
-Na região Norte é comum o consumo de açaí como parte da refeição, e não adoçado e gelado

História

Seja misturado com um pouco de farinha, algumas pedras de gelo e uma colherada de açúcar ou in natura, com um pedaço de peixe frito ou carne de sol, saborear um açaí faz parte da rotina dos paraenses.

Na Feira do Açaí, em Belém, o fruto é encontrado todos os dias, vindo de barco da Ilha do Combu, a dez minutos dali. Lá, apanhadores de açaí começam o dia fazendo a peconha, ferramenta feita com a palha seca do açaizeiro que é amarrada aos pés, formando uma espécie de alavanca que possibilita a subida nos troncos de 12 a 25 metros de altura.

“Eles abraçam a árvore e, usando as mãos e os pés com a peconha, sobem até o topo, onde estão os cachos.

Usando um facão, cortam o galho e descem escorregando até o chão”, conta Nazareno Alves, 47, dono do restaurante Point do Açaí.

A qualidade do fruto, diz Nazareno, varia muito entre a época de safra –geralmente no primeiro semestre– e a entressafra. Há também reflexos no preço. “É como uma bolsa de valores, oscila bastante conforme produção e demanda. Na safra, o preço médio de uma rasa de açaí –que corresponde a 28 quilos– é R$ 60. Na entressafra, chega a valer R$ 300.”

Batendo o olho, Alves sabe avaliar a qualidade do coquinho miúdo revestido por uma fina película arroxeada. “Um bom açaí tem que estar ‘tuíra’, que é maduro. Com uma cor mais acinzentada, opaca”, diz.

Os frutos escolhidos são então lavados com uma solução de água e hipoclorito de sódio. De lá, seguem para um tanque com água quente para que a polpa seja amolecida. Depois de passar pela centrífuga, onde é feita a raspagem da polpa, “tem que ir imediatamente para a geladeira, para não azedar”.

Nazareno diz receber inúmeros clientes de outros Estados acostumados com o “açaí de academia”, aquele que mistura guaraná, granola, banana e mel. “Aqui não tem nada disso. Nós temos um jeito de comer, uma cultura, que tem que ser respeitada”, diz.

E como se come tal qual um paraense? Simples: é só colocar o açaí puro na tigela e juntar farinha de mandioca.

Então, é uma colherada no açaí e uma garfada na comida.

 

Point do Açaí
ONDE boulevard Castilho França, 744, Campina, Belém, Pará, tel. (91) 3212-2168
www.pointdoacai.net