Fique por dentro dos lançamentos, eventos e promoções. Inscreva-se na nossa newsletter.


Receita

PRA GENTE, RECEITAS E boas HISTÓRIAS
FORAM FEITAS PARA COMPARTILHAR

São diversas receitas com afeto, pesquisadas em várias cozinhas brasileiras,
para você se inspirar e quem sabe até fazer em casa.

MANIÇOBA – PARÁ


voltar

GRAU DE DIFICULDADE: dificil

RENDIMENTO: de 10 a 15 porções

TEMPO DE PREPARO: 7 dias

CHEF: Daniela Martins

ESTADO: Pará

ingredientes

-500 gramas de toucinho branco
-500 gramas de toucinho defumado
-500 gramas de pé de porco salgado
-500 gramas de orelha de porco salgada
-500 gramas de língua de porco salgada
-500 gramas de rabo de porco salgado
-500 gramas de lombo de porco salgado
-500 gramas de costela de porco salgada
-500 gramas de paio
-500 gramas de chouriço
-500 gramas de linguiça de porco
-500 gramas de bucho de boi
-500 gramas de charque
-1 ½ quilo de maniva já moída (folha da mandioca)

MODO DE PREPARO

1 – Em uma panela grande com bastante água, leve a maniva ao fogo baixo e deixe cozinhar por 72 horas. Durante esse período, mexa a panela por pelo menos três vezes durante a manhã, três vezes à tarde e três à noite. À medida em que a água for diminuindo, acrescente mais líquido, e cuide para que o fogo fique o mais baixo possível durante a noite, pois ficará cozinhando a noite toda;
2 – Passadas as 72 horas, coloque na panela da maniva os dois toucinhos inteiros –o branco e o defumado– e deixe cozinhar por 24 horas. Verifique sempre se a água está secando e diminua o fogo durante a noite;
3 – Enquanto isso, na tarde do quarto dia, coloque o charque e as carnes salgadas de molho para dessalgar. Troque a água quantas vezes julgar necessário, até que as carnes estejam ideais para o consumo. Paio, linguiça, chouriço e bucho não devem passar por esse processo;
4 – No quinto dia, corte o bucho em cubos e lave bem para retirar seu cheiro forte característico. Escorra a água das carnes já dessalgadas e corte todas em cubos;
5 – Coloque todas as carnes e o bucho em uma panela com água e deixe ferver por 30 minutos;
6 – Em seguida, escorra a água dessas carnes e coloque todas elas na panela da maniva . Cozinhe em fogo baixo por 48 horas. Nessa etapa, o fogo deve ser desligado durante a noite e ligado novamente bem cedo no dia seguinte;
7 – No sexto dia, corte em rodelas o paio, o chouriço e a linguiça e ferva por 15 minutos. Em seguida, escorra e acrescente a maniva. Deixe que continue cozinhando em fogo bem baixo durante toda a noite;
8 – No sétimo dia, a maniçoba estará pronta.

Dicas

Dicas

-A maniçoba é um prato trabalhoso, por isso o ideal é fazer grandes quantidades para justificar todo o trabalho. Muitos a comparam com a feijoada, já que as carnes são utilizadas em ambos os pratos são as mesmas
-Os acompanhamentos ideais são arroz branco, farinha d’água e pimenta-de-cheiro

História

Um dos principais pratos da cozinha paraense, a maniçoba é conhecida como a feijoada sem feijão. A receita leva carnes salgadas de porco, mas em vez do grão, leva maniva –folhas de mandioca-brava moídas e cozidas por vários dias, para eliminar suas toxinas.

Apesar da complexidade do preparo, a maniçoba é um prato do dia a dia do Estado. É encontrada em todos os cantos da cidade, principalmente nas barracas de rua das mulheres que vendem tacacá. Mas é também um prato festivo, conta Joanna Martins, dona do restaurante Lá em Casa, em Belém –é muito consumido, por exemplo, durante o Círio de Nazaré.

Santo Antônio do Tauá, a pouco mais de 50 quilômetros de Belém, é a principal produtora de maniva do Pará. “De 70 a 80% de toda a produção de maniva do Estado vem daqui”, diz o produtor rural Cristiano Bastos.

Muitos produtores da região têm optado por trocar a produção de maniva, de folha reta, pela maniçobeira, espécie de folha de mandioca-brava ondulada e menos tóxica. “Ela tem um teor menor de ácido cianídrico e fica pronta em menos tempo”, diz Cristiano.

Outro incentivo para aumento da produção de maniçobeira é o fato de que leva menos tempo cozinhando –como a cidade não consegue atender a demanda de maniva, a substituta leva vantagem.
Pelo aroma, é possível saber se as toxinas foram eliminadas durante o cozimento. “Quando a maniva está pronta o cheiro é diferente. A gente sente no ar, é um cheiro agradável”, diz Bastos.

Uma vez liberada para consumo, a maniva moída é cozida com carnes de porco para virar maniçoba. O preparo é demorado, mas os acompanhamentos são simples. “A tradição pede apenas farinha d’água. No máximo, um arroz branco. E uma pimentinha, claro”, diz Joanna.

Maniva Sabor do Pará
ONDE rua São Pedro, Vila Tracuateua da Ponta, Santo Antônio do Tauá, Pará, tel. (91) 99115-8506 / (91) 99140-6949

Restaurante Lá em Casa
ONDE av. Boulevard Castilho França, s/n, Estação das Docas, Campina, Belém, Pará, tel. (91) 3242-4222
www.laemcasa.com