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Receita

PRA GENTE, RECEITAS E boas HISTÓRIAS
FORAM FEITAS PARA COMPARTILHAR

São diversas receitas com afeto, pesquisadas em várias cozinhas brasileiras,
para você se inspirar e quem sabe até fazer em casa.

MANJAR DE FUBÁ DE ARROZ COM CALDA DE BAUNILHA DO CERRADO – GOIÁS


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GRAU DE DIFICULDADE: facil

RENDIMENTO: 6 porções

TEMPO DE PREPARO: 2H

CHEF: Aloísio Godinho

ESTADO: Goiás

ingredientes

Para o manjar:
-½ fava de baunilha do cerrado
-500 ml de leite
-½ xícara de chá de açúcar
-¾ de xícara de chá de fubá de arroz

Para a calda:
-½ fava de baunilha do cerrado
-1 ½ xícara de chá de açúcar
-1 xícara de chá de água

MODO DE PREPARO

Calda:
1 – Leve ao fogo médio uma panela com o açúcar e deixe-o derreter e dourar como se fosse fazer uma calda de pudim. Adicione a água e a baunilha (somente as sementes e não a fava). Deixe ferver até obter ponto de fio. Reserve.

Manjar:
1 – Em uma panela, leve ao fogo o fubá de arroz, o leite, o açúcar e a baunilha (somente as sementes, não a fava);
2 – Mexa até obter a consistência de um mingau grosso. Despeje em um refratário e leve ao forno pré-aquecido a 180°C até que a cor fique levemente dourada;
3 – Retire do forno e, enquanto ainda estiver quente, faça furos com um garfo. Despeje a calda;
4 – Espere esfriar e sirva.

Dicas

Dicas

-Pode-se utilizar a baunilha tradicional (fava ou essência) caso não encontre a do cerrado. Faça o mesmo processo de utilizar somente as sementes
-Caso queira um sabor mais intenso de baunilha, use também a fava nas preparações lembrando de retirá-la quando levantar fervura.

História

Na produção de baunilha do cerrado nada é fácil: ela só dá em ambientes úmidos, geralmente no entorno dos brejos, precisa de polinização de abelhas raras, tem de ser colhida no ponto certo. Mas nas encostas das serras da região da cidade de Goiás, a cerca de 150 quilômetros de Goiânia, tudo conspirou a favor.

O produtor rural Antônio Avelino, conhecido como Antônio Caçador, conta que tentou plantar em vários lugares, mas não deu certo. A baunilha é uma espécie de vagem, fruto de uma orquídea do gênero Vanilla.

“É uma planta trepadeira, tem que ser amarrada em locais com sombra, perto de riachos”, diz ele. Só quando suas flores são polinizadas por “abelhas nativas, miudinhas, amarelinhas, que só existem nessa região” é que a orquídea gera a fava que, após ser colhida e amadurecer, vai virar a baunilha do cerrado.

A vagem deve ser colhida ainda verde, pois quando amadurece vira presa fácil para animais como macacos, atraídos por seu forte aroma adocicado. Uma vez colhido, o fruto é enrolado em jornais para secar e escurecer. Depois de alguns dias, está pronta.

“Ela pode ser vendida inteira ou ser colocada em potes de vidro com açúcar para maturar e se transformar em um xarope aromático espesso e escuro”, conta o cozinheiro Aloísio Godinho.

A baunilha brasileira –que chama de “banana de baunilha”, pois quando ela está verde lembra uma banana– é melhor do que a importada, ele diz. “É maior, mais gorda, e tem um aroma bem marcante, floral e adocicado.”

Lá em Goiás, conta, sempre foi comum usar o ingrediente na cozinha. “Minha mãe sempre fazia gemada com baunilha, pudim com baunilha, suspiro com baunilha.” Só recentemente, porém, a iguaria foi valorizada, ressalta.

Em sua cozinha, utiliza o ingrediente para fazer o manjar com calda de baunilha, tradicional na cidade. A receita leva fubá de arroz, açúcar, leite e pedaços de uma vagem de baunilha. A mistura é levada ao fogo num tacho até virar um creme bem grosso.

O manjar é transferido então para uma travessa de vidro e vai ao forno até dourar. Por fim, o doce é regado com generosidade com uma calda de açúcar queimado aromatizado com a tal baunilha do cerrado.

ONDE COMPRAR
Mercado Municipal de Goiás
ONDE rua 15 de novembro, 13, Goiás, Goiás, sem telefone