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Receita

PRA GENTE, RECEITAS E boas HISTÓRIAS
FORAM FEITAS PARA COMPARTILHAR

São diversas receitas com afeto, pesquisadas em várias cozinhas brasileiras,
para você se inspirar e quem sabe até fazer em casa.

Peixe Frito empanado na Farinha D’água – Pará – Receitas – Fartura Brasil


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GRAU DE DIFICULDADE: medio

RENDIMENTO: quatro porções

TEMPO DE PREPARO: 1h

CHEF: Daniela Martins

ESTADO: Pará

ingredientes

Para o peixe:
-1 quilo de filé de dourada
-¼ de xícara de chá de suco de limão
-1 xícara de chá de farinha de trigo
-2 ovos
-1 xícara de chá de farinha d’água
-½ xícara de chá de vinho branco
-2 litros de água
-2 dentes de alho picados
-500 ml de óleo
-Sal a gosto

Para o palmito:
-600 gramas de palmito inteiro em conserva
-1 colher de sopa de manteiga
-½ colher de sopa de azeite
-1 colher de sopa de cheiro-verde picado
-Sal a gosto

MODO DE PREPARO

Peixe:
1 – Lave o peixe e corte-o em oito pedaços iguais;
2 – Misture a água, o vinho, o suco de limão e o sal. Coloque os pedaços de peixe nessa mistura e deixe-os marinando por cinco minutos;
3 – Retire o peixe da marinada e seque-o muito bem;
4 – Empane os pedaços de peixe, passando-os na farinha de trigo, nos ovos batidos e, por fim, na farinha d’água, nessa ordem;
5- Em uma frigideira já aquecida, coloque o azeite e frite os pedaços de peixe até que fiquem dourados.

Palmito:
1 – Desfie os palmitos em
tiras finas, para que fiquem parecidos com espaguetes;
2 – Em uma frigideira já aquecida, coloque a manteiga e o azeite. Refogue neça o palmito, mexendo bem.
Acerte o sal e finalize com cheiro-verde. Desligue o fogo.
3 – Para servir, coloque o espaguete de palmito no fundo do prato e, por cima, dois pedaços de peixes
sobrepostos. Decore com farinha d’água e cheiro verde picado.

Dicas

Dicas

-Caso queira, você pode usar o palmito pupunha para fazer o espaguete.

História

Sua farinha crocante, com pequenos carocinhos, levou o agricultor Benedito Batista da Silva, 72, do
interior do Pará a Turim, na Itália, ao Terra Madre, encontro global do movimento Slow Food, que dá visibilidade a produtores artesanais. Seu Bené, que trabalha desde os oito anos de idade, diz amar o que faz e estar acostumado com o trabalho pesado de produzir a farinha d’água. “Sou um agricultor feliz e não vou parar. Se eu parar de trabalhar, adoeço.”

Ali em Tracuateua, vizinha de Bragança, a cerca de 200 quilômetros de Belém, ele é conhecido como
Bené da Farinha. Para produzi-la, conduz todas as várias etapas: um ano depois de plantada, a mandioca é colhida e lavada até que toda a terra seja retirada.

Então, fica de molho por cinco dias para amolecer. Depois, o tubérculo é ralado em uma máquina de motor potente, que o transforma numa massa. E então a mandioca é lavada mais uma vez, para que todo o ácido presente vá embora. “O pessoal fala que farinha dá azia, mas é porque tem que lavar. Sem o ácido ela não faz mal”, diz Bené.

O próximo passo é retirar o sumo da mandioca –o tucupi. Então a massa é peneirada, para retirada de
talos e palhas e, por fim, colocada num tacho aquecido por lenha numa temperatura entre 80ºC e 100ºC.
No fogo, a farinha cozinha e, quando grãos começam a se formar, o calor é reduzido à metade até
dar o ponto de crocância. “É uma ciência nossa, vem de família”, diz.

Bragança tornou-se uma referência na produção de farinha em função da embalagem na qual os produtores
colocavam o produto, diz Bené. Nada de sacos plásticos, e sim, paneiros. “É uma arte dos índios que ficou para a gente. É uma cesta pequena, feita com folha de bananeira, que faço com as mãos”, explica.
Filho de mãe solteira, Bené aos 12 anos se tornou chefe de família com a perda do padrasto. “Eu me
considero analfabeto, mas sou bom em matemática e, quando subo em um palco, falo para quantas mil pessoas for. Sou letrado no estudo do passado”, diz, alegre.

Seu Bené da Farinha
CONTATO (91) 98150-2704 / (91) 99629-8144

Onde comprar a farinha:
Manioca
INFORMAÇÕES maniocabrasil.com

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