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Como cada região do Brasil comemora as festas juninas?


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No nordeste, as festas de São João (ou festa junina) movimentam o mês de junho e atraem turistas de todo o país (e até do exterior). Nas demais regiões do Brasil, as festividades juninas também são fortes, cada uma com suas tradições específicas. Perguntamos a alguns chefs parceiros do Fartura como é celebrado o mês de junho em suas cidades / regiões. Quer saber as peculiaridades das festas pelo país? Vem nessa viagem com a gente!

“O período junino aqui no Ceará é um tempo de celebrar a cultura nordestina como um todo. A dança, as músicas, as cirandas, as festividades e os pífanos (pequena flauta transversal) são todos voltados para a celebração da cultura e dos santos populares do nordeste”, explica a chef Van Régia. Segundo ela, um dos pratos mais comuns dessa época por lá é o chamado “Pratinho”. “Vatapá com baião de dois, paçoca feita no pilão e a saladinha de maionese do lado”. Além disso, o mungunzá salgado reforça a tradição dos sertanejos, responsáveis por muitos hábitos culinários por lá. “Eles plantavam o milho e o feijão e não tinham como conservar. Foi aí que misturaram a carne e mocotó de porco e criou-se esse prato que é consumido até hoje”. No hall dos doces, a versão açucarada do mungunzá (que em outras partes do país é chamada de canjica doce) com leite de coco e o arroz doce lideram a preferência. Curioso é que, além de um prato específico para a época, por lá também há uma bebida junina: “O Aluá é uma bebida feita da fermentação de pão com rapadura preta, gengibre, cachaça, cravo e erva-doce. Ela fica em um pote de barro em um processo que dura cinco dias, até ser coada e servida geladinha!”, conta Van.

No Tocantins, a chef Ruth Almeida conta que Palmas tem um tradicional Arraiá da Capital, que acontece há 27 anos. O xote e o forró dão o tom, enquanto o público se delicia com quitutes como a maçã do amor, pipoca, pamonha, milho assado, canjica, caldos, paçoca de amendoim, cocada e quentão. “Mas o tocantinense vai além do tradicional, nas festividades juninas e sempre tem os pratos preferidos presentes, muitos deles à base de milho verde, como os bolinhos de milho salgados, com diversos recheios, como queijo, linguiça, e até guariroba (espécie de palmito amargo), a paçoca de carne de sol feita no pilão, galinha caipira, o escondidinho de mandioca e carne de sol, Maria-isabel (arroz com carne-de-sol ) e o chambari (“ossobuco” tocantinense)”, pontua a chef.

Em Rondônia, o chef Diogo Sabião conta que o festival tradicional de lá (chamado Flor do Maracujá) era o que reunia todas as festividades juninas da região. Apesar das mudanças do evento (que agora será realizado em agosto), é por lá que acontecem muitas quadrilhas acirradas e uma grande participação da comunidade. O cardápio, segundo o chef, segue as tradições de grande parte do país. “Aqui tem Vatapá, Caruru, bolos de milho, mandioca, canjica e pamonha. Em alguma ou outra festa junina, colocam um tacacá pra dar um tom regional”, conclui Sabião.

Chegando em Campo Grande, o chef Paulo Machado conta que junho é mês de festa junina! “Vários arraiás, quermesses e fogueiras acontecem para celebrar os mês dos Santos é claro, sempre regado a comida boa”. Na capital é tradicional o enorme bolo pra Santo Antônio, padroeiro da cidade, que todos os anos é feito por voluntários e dentro dele são distribuídas alianças, quem encontrar fica com a esperança de casar, ou mesmo de uma benção que virá! Já nas quermesses, o chef explica que não pode faltar quentão, espetinhos com mandioca, sopa paraguaia (bolo de milho salgado), tapiocas, pastel de feira e até sobá (ensopado com macarrão oriental que é típico por conta da migração japonesa de Okinawa). Em Corumbá, que fica na divisa com a Bolívia, acontecem as tradicionais quadrilhas e a cidade fica animada como se fosse na época do Carnaval. “Dentre os pratos tradicionais e de fronteira você encontra saltenhas, chupas e o tradicional Sarrrabulho (um guisado de fígado bovino que leva batatas picadas, azeitona, vinho tinto e aromáticos)”. Diferente, né? O chef garante que é delicioso!

Pelo sudeste, também há festividades. O chef Caetano Sobrinho explica que em Minas as festividades não têm a mesma força do nordeste e norte do país. “As festas no estado, em sua grande maioria, ocorrem no interior, mas atualmente elas têm sido realizadas em clubes, pelas ruas e também nas escolas. Os festejos juninos possuem como maior característica as comidas típicas, que têm forte participação do milho, devido à proximidade da colheita do grão”. Na mesa mineira em tempos juninos, segundo o chef, não pode faltar: canjica, quentão, churrasquinho, milho cozido, caldos de feijão e mandioca e feijão tropeiro.

A chef Natália Tussi conta que no sul quem dá o tom (gastronômico) das festas juninas é o quentão, a pipoca, o pé de moleque, a rapadura, o arroz doce, o pinhão cozido, a cocada, o amendoim doce, a maçã do amor e o bolo de milho. “Na parte da decoração, bandeirinhas coloridas. O ‘casamento’ também é típico! É bastante visto nas escolas, e em outras situações, um bom motivo pra reunir amigos e familiares. Geralmente o pessoal se veste a caráter, com bota, xadrez e chapéu, com direito a pintinhas na cara”, conta. Por lá ainda tem as tradicionais brincadeiras de festa junina, como pescaria e corrida do saco.