Fartura Comidas do Brasil
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Receita

PRA GENTE, RECEITAS E boas HISTÓRIAS
FORAM FEITAS PARA COMPARTILHAR

São diversas receitas com afeto, pesquisadas em várias cozinhas brasileiras,
para você se inspirar e quem sabe até fazer em casa.

Paçoca de Carne de Sol – Roraima – Receitas – Fartura Brasil


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GRAU DE DIFICULDADE: facil

RENDIMENTO: de quatro a seis porções

TEMPO DE PREPARO: 2H

CHEF: Maria Perpétua Mangabeira

ESTADO: Roraima

ingredientes

-500 gramas de carne de sol
-300 gramas de farinha de mandioca grossa

MODO DE PREPARO

1 – Dessalgue a carne de sol colocando-a em uma panela com água suficiente para cobri-la. Deixe ferver por dez minutos e escorra a água. Repita o processo até perceber que a carne não está mais salgada;
2 – Pique a carne em cubos pequenos e leve ao processador. Vá colocando a farinha enquanto processa carne para que os dois ingredientes fiquem bem misturados. Sirva em seguida.

Dicas

Dicas

– Você pode utilizar um pilão para fazer a receita: basta colocar a carne e ir macerando para que ela fique bem desfiada. Em seguida, acrescente a farinha.

História

Paçoca de carne roraimense mistura tradições indígenas e do Nordeste

“Foi graças à paçoca que criei meus filhos”, conta a cozinheira Maria Perpétua Mangabeira, a tia Nêga, conhecida pelo prato que vende em Boa Vista, Roraima, na base do boca a boca. No caso, a paçoca é aquela de carne seca e farinha d’água, que pode ganhar versão com carne de sol e farinha de mandioca.

Produzida numa fabriqueta nos fundos de sua casa, a paçoca de carne é a principal fonte de renda da família. Tia Nêga vende uma média de cem quilos por dia –tem quem toque a campainha para comprar um pacote de um quilo, tem que ligue para encomendar 30.

Para preparar a receita é preciso fritar a carne de sol “no ponto certo”. Ela explica: “Se fritar de menos, fica mole e não consegue ser moída. Se fritar de mais, fica com gosto de óleo queimado. E tem que estar bem sequinha”.

Depois de fritos, os pedaços de carne são processados com a farinha –a d’água, feita com mandioca fermentada na água, chegou a Roraima trazida pelos nordestinos que lá foram trabalhar nos garimpos.

A mistura tem proporção de 70% de carne para 30% de farinha. “É por isso que nossa paçoca é tão boa, tem muito mais carne que farinha”, diz.

Geralmente associada à culinária do sertão, a paçoca tem origem indígena –o nome vem do tupi-guarani pa’soka, ou “coisa socada”. Tia Nêga, descendente dos índios macuxi, conta que eles secavam a carne e a passavam no pilão com raízes, cascas e farinha.

“Índio não tinha geladeira, né? Então tinha que trabalhar a carne para durar mais”, conta. Sua receita, no entanto, ela aprendeu com o marido –imigrante baiano que chegou em Roraima nos anos 80 para trabalhar no garimpo. “Ele adorava paçoca e sempre pedia para eu fazer.”

Paçoca de carne roraimense mistura tradições indígenas e do Nordeste

“Foi graças à paçoca que criei meus filhos”, conta a cozinheira Maria Perpétua Mangabeira, a tia Nêga, conhecida pelo prato que vende em Boa Vista, Roraima, na base do boca a boca. No caso, a paçoca é aquela de carne seca e farinha d’água, que pode ganhar versão com carne de sol e farinha de mandioca.

Produzida numa fabriqueta nos fundos de sua casa, a paçoca de carne é a principal fonte de renda da família. Tia Nêga vende uma média de cem quilos por dia –tem quem toque a campainha para comprar um pacote de um quilo, tem que ligue para encomendar 30.

Para preparar a receita é preciso fritar a carne de sol “no ponto certo”. Ela explica: “Se fritar de menos, fica mole e não consegue ser moída. Se fritar de mais, fica com gosto de óleo queimado. E tem que estar bem sequinha”.

Depois de fritos, os pedaços de carne são processados com a farinha –a d’água, feita com mandioca fermentada na água, chegou a Roraima trazida pelos nordestinos que lá foram trabalhar nos garimpos.

A mistura tem proporção de 70% de carne para 30% de farinha. “É por isso que nossa paçoca é tão boa, tem muito mais carne que farinha”, diz.

Geralmente associada à culinária do sertão, a paçoca tem origem indígena –o nome vem do tupi-guarani pa’soka, ou “coisa socada”. Tia Nêga, descendente dos índios macuxi, conta que eles secavam a carne e a passavam no pilão com raízes, cascas e farinha.

“Índio não tinha geladeira, né? Então tinha que trabalhar a carne para durar mais”, conta. Sua receita, no entanto, ela aprendeu com o marido –imigrante baiano que chegou em Roraima nos anos 80 para trabalhar no garimpo. “Ele adorava paçoca e sempre pedia para eu fazer.”