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Receita

PRA GENTE, RECEITAS E boas HISTÓRIAS
FORAM FEITAS PARA COMPARTILHAR

São diversas receitas com afeto, pesquisadas em várias cozinhas brasileiras,
para você se inspirar e quem sabe até fazer em casa.

Torta Capixaba


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Torta Capixaba

GRAU DE DIFICULDADE: facil

RENDIMENTO: quatro porções

TEMPO DE PREPARO: 1h

CHEF: Julio Lemos

ESTADO: Espírito Santo

ingredientes

 800 gramas de carne de sol
 1 xícara de chá de cebola cortada em julienne (tiras)
 ½ xícara de chá de manteiga de garrafa
 400 ml de leite
 ½ de chá de farinha de mandioca de Copioba – BA

MODO DE PREPARO

1 Corte a carne de sol em quatro partes, obtendo bifes de aproximadamente 200 gramas
2 Aqueça uma frigideira, coloque um fio de manteiga de garrafa e sele nela a carne, deixando todos os lados bem dourados. Reserve
3 Na mesma frigideira, suja com a borra de carne, coloque refogue por dois minutos a cebola no restante da manteiga de garrafa
4 Acrescente o leite e, de forma bem lenta, vá adicionando a farinha de Copioba, mexendo até chegar ao ponto de pirão. Ajuste o sal, caso necessário, e sirva com os bifes de carne de sol.

Dicas

Dicas

Caso não encontre a farinha de Copioba, use a farinha de mandioca branca tradicional.

História

Para a cidade baiana de Nazaré a farinha de mandioca é tão importante, mas tão importante, que ficou conhecida como Nazaré das Farinhas. Produzida na região rural do Vale da Copioba, a farinha local, de cor amarela, granulação fina e crocante na boca, é conhecida como “farinha de Copioba”.

O ingrediente é tão famoso que tem gente que tenta pegar carona e usa o nome “de Copioba” sem que sua farinha seja produzida no vale, diz o comerciante Leonam Torres. Ali, muitas famílias vivem do trabalho com o ingrediente. Torta Capixaba

O produtor Edilson de Santana, por exemplo, aprendeu a fazer farinha ainda criança, com o pai, que, por sua vez, aprendeu com o avô.

O trabalho da família começa no cultivo. Santana explica que a mandioca é plantada três dias depois da lua cheia. “Se não plantar na lua certa, ela fica fininha”, diz. A mandioca é, então, colhida, selecionada, descascada, ralada e colocada em uma prensa de um dia para o outro, etapa em que perde água e ganha sabor.

Após esse processo, a massa ralada segue para o tacho, onde passa por duas torras, com a ajuda de um rodo e uma paleta. “A paleta serve para desembolar a farinha e o rodo para puxar”, explica Santana. Nessa etapa, ele fica completamente concentrado e não sai da beira do tacho nem por alguns segundos.

Quando a farinha “estala e canta mais alto” é a hora de tirá-la do tacho e levar para a peneira. “É muito boa! Eu não consigo ficar sem ela. Se não tiver farinha na comida, prefiro nem almoçar”, diz o produtor.

Casa de Farinha do Edilson

ONDE Fazenda Mocambo, Vale da Copioba, Nazaré, Bahia, tel. (75) 98136-1265 / (75) 98308-5336

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